Fundadores

Madre Adela de Trenquelleon

Nasce em Trenquelléon, em 10 de junho de 1789.

Fundadora, com Guilherme José Chaminade, das Filhas de Maria Imaculada, religiosas marianistas, em 25 de maio de 1816.

Falece em Agen (FRANÇA) no dia 10 de janeiro de 1828.

Adela de Batz de Trenquelléon nasceu em 1789, na França.

Filha de Carlos de Batz de Trenquelléon, barão e membro da guarda francesa e de Maria Úrsula de Peyronnencq de Saint-Chamarand, baronesa, muito inteligente e de grande bondade de coração.

Adela de Batz de Trenquelléon nasce no dia 10 de junho de 1789 e seu pai a conhece no mês de setembro em razão da Revolução Francesa.

No dia 26 de janeiro de 1792 nasce Carlos Policarpo, irmão de Adela. Em novembro deste mesmo ano o barão precisa se refugiar na Inglaterra, e agora é considerando inimigo da Nação.

Em razão da Revolução, a baronesa precisa sair da França e às pressas. Quando questionados se querem ir com a mãe ou se preferem ficar, os dois dizem que irão com a mãe. Adela tem 8 anos e Carlos 5 anos. Partem no dia 28 de setembro e chegam, no dia 1 de outubro de 1797, a Espanha.  

No dia 12 de setembro de 1800, a família Trenquelléon começa o caminho de volta a França. Em San Sebastián, Espanha, Adela recebe o Sacramento da Primeira Comunhão e começa uma amizade muito profunda com Jesus Cristo, que lhe produziu uma mudança completa. Nesse tempo também sentiu o primeiro chamado a consagrar sua vida a Deus no Carmelo.

De volta a França, a baronesa se torna a principal educadora de sua filha. Adela visita os pobres com sua mãe e também os serventes da propriedade; e dela aprende as obras de misericórdia na prática. Aprende os elementos da escola primária em sua casa, bem como a costurar, bordar, administrar uma casa. Cultiva muito a oração e a leitura espiritual.

Como segue com a ideia de ser Carmelita, sua mãe pede ao Sr. Ducourneau, preceptor de Carlos Policarpo, para que a guie e a prepare. Este, com dedicação, prepara uma regra de vida; com rigor de quem deseja entrar para o Carmelo, não para uma simples educação.

No dia 06 de Fevereiro de 1803, com quase 14 anos, ela recebe o sacramento da Crisma e começa uma amizade de grande profundidade com Juana Diché, que já tinha 18 anos. Juana esteve algumas semanas em Trenquelléon e ficou muito feliz em viver a regra de vida de Adela, pois pode experimentar os benefícios que traziam as orientações do mesmo.

Em Agosto de 1804 nasce a Pequena Associação, fundada por Adela, Juana e Sr. Ducourneau, com o objetivo de rezar para ter uma comunhão de bens espirituais e apoiarem-se mutuamente e também uma boa preparação à morte.

No ano de 1808, Adela e Pe. Chaminade começam a manter contato por meio de correspondências, partilhando o trabalho que desenvolviam.

Pouco a pouco foram amadurecendo os projetos até que Adela, depois de um processo longo e muito bem estruturado e equilibrado, deixa a sua casa, junto a outras jovens para a fundação da Congregação das Filhas de Maria Imaculada (Marianistas), no dia 25 de maio de 1816.

Desde 1826 sua saúde começou a piorar, e quando tinha momentos de melhora, queria seguir o mesmo regime que a comunidade, pensando estar curada. Em julho de 1827, depois de um retiro escreve em suas resoluções que quer esquecer-se de si mesma para consagrar todo o tempo que ainda lhe resta à obra de sua perfeição e também quer preparar-se para entrar na eternidade porque percebe, pelas aparências, que já está perto esse dia.

Em 28 de novembro escreve sua última carta. Vive sob grande sofrimento. No dia 8 de janeiro de 1828 parece entrar em agonia, que durará 18 horas. No dia 10 de janeiro, a uma hora da madrugada diz suas últimas palavras: Hosana ao Filho de Davi, e morre.

Mulher de grande bondade e delicadeza, inculcou em suas irmãs um fervoroso espírito missionário, estimulando a cada uma a irem até o fim do mundo para salvar uma só alma.